Nos últimos anos, com o crescimento do acesso à informação e a popularização de conteúdos sobre saúde mental, tornou-se comum a busca por autodiagnósticos. Muitas pessoas, ao se identificarem com descrições de transtornos psicológicos em vídeos, textos ou testes online, passam a se enxergar sob rótulos clínicos, sem um olhar mais aprofundado sobre suas singularidades e o contexto em que vivem. Mas até que ponto essa tendência contribui para o autocuidado e quando ela se torna um risco?

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A identificação com sintomas pode ser um primeiro passo para compreender melhor suas emoções e comportamentos, mas reduzir a complexidade do humano a um diagnóstico fechado pode ser limitante. Transtornos psicológicos não são apenas listas de sintomas; envolvem histórias de vida, relações sociais, cultura e processos subjetivos únicos.
⚠️Os Perigos do Autodiagnóstico
📌 Pode gerar uma autoimagem fixa e limitante: quando nos identificamos exclusivamente com um diagnóstico, corremos o risco de ver a nós mesmos apenas através dessa lente.
📌 Pode reforçar estereótipos e simplificações: transtornos mentais não são categorias rígidas e muitas vezes se sobrepõem ou apresentam variações individuais.
📌 Pode afastar o olhar para questões estruturais: sintomas psíquicos não surgem no vazio. Muitas vezes, o sofrimento tem relação com o meio em que vivemos, com desigualdades, relações abusivas, jornadas exaustivas de trabalho ou isolamento social.

💬 E então, como lidar com isso?
Ao invés de buscar um rótulo pronto, podemos nos perguntar: O que estou sentindo? Como isso impacta minha vida? O que pode estar contribuindo para esse estado? A psicoterapia não é um lugar de encaixe diagnóstico, mas um espaço para explorar essas questões com profundidade, sem fórmulas prontas.

O cuidado com a saúde mental não deve ser reduzido a uma busca por classificações, mas sim por uma escuta atenta, acolhimento e compreensão das múltiplas dimensões da experiência humana.
Quer conversar sobre isso?
Vamos construir essa reflexão juntos!

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